A "Teoria Clássica da Administração" foi idealizada por Henri Fayol. Caracteriza-se pela ênfase na estrutura organizacional, pela visão do homem econômico e pela busca da máxima eficiência.
Sofreu críticas como a manipulação dos trabalhadores através dos incentivos materiais e salariais e a excessiva unidade de comando e responsabilidade. Paralelamente aos estudos de Frederick Winslow Taylor, Henri Fayol defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração.
Enquanto os métodos de Taylor eram estudados por executivos europeus, os seguidores da administração científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi publicada nos Estados Unidos.
Engenheiro de minas e administrador francês, foi um dos primeiros estudiosos a analisar a natureza da atividade empresarial, formular uma teoria completa de gestão e definir as principais atividades do gestor dentro das organizações:
- planejar
- organizar
- comandar
- coordenar
- controlar
Foi, juntamente com Frederick Taylor, um dos grandes precursores da "Teoria Clássica da Administração", a qual enfatiza a estrutura das organizações.
Fez a ligação entre a estratégia e a teoria empresarial e destacou a necessidade de aprofundar a gestão e de cultivar qualidades de liderança. Fayol defendia que os mesmos princípios podiam ser aplicados em empresas de diferentes dimensões e de todo o tipo:
- Industriais
- Comerciais
- Governamentais
- Políticas ou mesmo religiosas.
Definiu a empresa como uma organização que começa por uma plano estratégico ou uma definição de objetivos, evolui para uma estrutura para colocar o plano em prática, atua de forma controlada entre o líder e a força de trabalho, harmoniza o trabalho dos departamentos através da coordenação sujeita a avaliações e controle sobre a sua eficácia.
O melhor desempenho da força de trabalho dependerá das qualidades do líder, do seu conhecimento do negócio e dos empregados e da sua capacidade de inspirar um sentido de missão.
Taylor definiu ainda 14 princípios gerais sobre gestão, os quais foram desde então desenvolvidos de diversas formas pelos gurus mais recentes:
- Divisão do trabalho - Especialização dos funcionários desde o topo da hierarquia até os operários da fábrica, assim, favorecendo a eficiência da produção aumentando a produtividade
- Autoridade e responsabilidade - Autoridade é o direito dos superiores darem ordens que teoricamente serão obedecidas. Responsabilidade é a contrapartida da autoridade
- Unidade de comando - Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe, evitando contra-ordens
- Unidade de direção - O controle único é possibilitado com a aplicação de um plano para grupo de atividades com os mesmos objetivos
- Disciplina - Necessidade de estabelecer regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. A ausência de disciplina gera o caos na organização
- Prevalência dos interesses gerais - Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais
- Remuneração - Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização
- Centralização - As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas
- Hierarquia - Defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de autoridade fixa
- Ordem - Deve ser mantida em toda organização, preservando um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar
- Equidade - A justiça deve prevalecer em toda organização, justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa
- Estabilidade dos funcionários - Uma rotatividade alta tem conseqüências negativas sobre desempenho da empresa e o moral dos funcionários
- Iniciativa - Deve ser entendida como a capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo
- Espírito de equipe - O trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Os integrantes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para que defendam seus propósitos.
■ Bibliografia:
General and Industrial Management (Pitman, 1949).