As transformações são diárias, concretas. O mundo segue outro ritmo: mais acelerado, complexo, globalizado (...) e a educação não pode continuar com os paradigmas do século passado. Contextualizar, integrar, valorizar é imperativo deste século.
O educador de hoje está sendo convidado a "criar um novo modelo de educação" e, para isso, deve ter presentes quatro pilares:
Aprender a conhecer:
- conhecimento científico, técnico e tecnológico
- aprendizagem constante e permanente
- valorização de conhecimentos gerais.
Aprender a fazer:
- conhecimento aplicado às competências e habilidades
- o imprevisível decifrado, superado
- habilidade, intuição, experiência.
Aprender a viver juntos:
- juntos, planejar, construir, comemorar:
- descobrir a si
- pôr-se no lugar do outro.
Aprender a ser:
- desenvolvimento integral do ser humano
- cidadão ético com responsabilidade social e equilíbrio emocional
- integração dos três anteriores.
Existem, também, os saberes aplicados à educação:
- Ensinar a condição humana
- integrar as disciplinas
- conhecer a unidade e a diversidade do humano.
Enfrentar as incertezas:
- tudo é incerto: natureza, sociedade, trabalho – não há previsibilidade
- navegar sobre as incertezas
- buscar "certezas" nas próprias incertezas.
Ensinar a compreensão:
- espaço para a razão e a emoção
- compreender o outro e a si próprio
- isolar individualismo, egocentrismo e egoísmo.
A ética do gênero humano:
- respeito pelo indivíduo, família, sociedade
- não existem lições prontas
- valem os exemplos, as atitudes.
Como há necessidade de compreender o mundo de hoje, decifrar toda essa complexidade, concretizar a cidadania, o educador do século XXI, sozinho, não conseguirá grandes transformações. Poder público, sociedade, família devem engajar-se com a única finalidade de permitir que a escola se torne um local de inclusão, preparação para que, com criatividade, o aluno possa enfrentar mercado de trabalho, viver dignamente, enfim SER, não simplesmente passar pela vida. - FONTE: "AprendizMFF".