Os neurônios são as unidades de processamento das Redes Neurais e, portanto, são fundamentais para o seu funcionamento.
Na década de 1940, McCulloch e Pitts propuseram um modelo simplificado do neurônio biológico, que compreendia:
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Estímulos de entrada (X):
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Cujos as componentes eram representadas pelo vetor X; |
| Ligações sinápticas (W): |
Cujos componentes eram representadas pelo vetor W;
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| Saída (Y): |
Cujos componentes eram representadas pelo vetor Y, produzida
segundo o valor de ativação alcançado pelo neurônio. |
Neste modelo, os pesos sinápticos eram fixos e a saída obtida pela aplicação de uma função de limiar.

Modelo de um Neurônio Artificial
Após o modelo de McCulloch e Pitts, surgiram outras abordagens, dando flexibilidade aos pesos e maior capacidade à Rede Neural; através dos neurônios com funções de ativação não-lineares, das arquiteturas com mais de uma camada e algoritmos apropriados para alterar os pesos sinápticos.
De forma geral, nos neurônios artificiais os seguintes elementos estão envolvidos:
Conjunto de sinapses (W): Ligações entre neurônios. Cada ligação possui um valor (peso), que representa a sua força: os estímulos de entrada são multiplicados pelos repectivos pesos de cada ligação, podendo gerar um sinal tanto positivo (exitatório) quanto negativo (inibitório).
Combinador Linear(): Executa o somatório dos sinais produzidos pelo produto entre os pesos sinápticos e as entradas fornecidas ao neurônio. Em outras palavras, é o integrador dos sinais que chegam ao neurônio.
A saída do neurônio é definida pelo seu valor de ativação calculado da seguinte forma:
Onde:
v é o valor de ativação do neurônio k;
w são os pesos das conexões do neurônio k;
x é o valor de cada um dos m estímulos que chegam ao neurônio k;
b é o valor do bias que será somado ao valor do combinador linear para compor o valor de ativação.
Função de Ativação: Fornece o valor da saída de um neurônio.
Funções de ativação
Função Limiar (Degrau)
Utilizada no modelo de McCulloch e Pits, a função limiar modela a característica "tudo-ou-nada" deste neurônio
É expressa da seguinte forma:
Nos neurônios construídos com essa função, a saída y será igual a 0, caso o valor de ativação v seja negativo e 1 nos casos em que o valor de ativação seja positivo.

Gráfico da Função de Limiar
Devemos lembrar que o valor de ativação (v) é composto pelo combinador linear e pelo bias:
Função Sigmóide:
Esta função, ao contrário da função limiar, pode assumir todos os valores entre 0 e 1. A representação mais utilizada para esta função é a função logística, definida por:

Gráfico da Função Sigmóde
Onde a é o parâmetro de inclinação da função sigmóide e v é o valor de ativação do neurônio.

Gráfico da Função Sigmóide - com a tendendo ao infinito
Quando aumentamos o valor do parâmetro a, tendendo-o ao infinito, esta função comporta-se como uma função de limiar como pode observar no gráfico a baixo:
Pode ser necessário, porém, que a função de ativação assuma valores entre 1 e -1. Esta característica traz benefícios analíticos. Para obtermos tal intervalo de valores utilizamos as Funções Signum, no caso da Função de Limiar, e a Função Tangente Hiperbólica, no caso da Função Sigmóide.
Função Signum:
Esta função apresenta as mesmas características da função de limiar, porém está limitada entre 1 e -1.
É representada por:

Gráfico da Função Signun
Onde:
b são os limites inferiores e superiores (b = |1| no gráfico);
v é o valor de ativação da unidade.
Tangente Hiperbólica:
Como a Função Logistica, também possui forma de "s", assumindo valores entre 1 e -1, sendo representada por:
Onde:
a é o parâmetro de inclinação da curva;
b são os limites inferiores e superiores (b = |1| no gráfico);
v é o valor de ativação da unidade.

Gráfico da Função Tangente Hiperbólica
FONTE: Incc.br.