O que nós cariocas cobraremos no decorrer do mandato do prefeito eleito no Rio de Janeiro Eduardo Paes:
É tradição política brasileira um candidato fazer uma série de promessas e cumprir pouco, ou nada, ao final do seu mandato. Então, tomemos atitudes corretas cobrando todas as promessas do prefeito eleito feitas durante sua campanha rumo à Prefeitura. Porém, sem a intenção de constranger o político que irá administrar a nossa cidade durante os próximos quatro anos.
- Os cargos de comissão de prefeitura serão preenchidos apenas por funcionários de carreira.
- Implantar o bilhete único, que permite ao usuário pegar mais de uma condução pagando só uma tarifa. Mas sem subsídios às empresas de ônibus.
- Licitar as cerca de 400 linhas de ônibus do município e reorganizar o sistema.
- Aprofundar o combate às vans piratas. Licitar e definir áreas para atuação das vans apenas como transporte complementar.
- Implantar a linha 4 do metrô (Barra a Botafogo) e o novo trajeto da linha 2, para evitar baldeação no Estácio.
- Fazer a ligação entre a Barra e os subúrbios de Madureira e Penha, por meio de ônibus articulados, o projeto T-5.
- Pôr limites de velocidade diferentes à noite em áreas de risco. Substituir os pardais por lombadas eletrônicas, visíveis. Sincronizar os sinais de trânsito.
- Ajudar a Supervia a adquirir novos trens.
- Não aumentar o IPTU. Implantar a nota fiscal eletrônica.
- Reduzir o ISS das áreas de tecnologia, turismo e seguros.
- Acabar com a aprovação automática.
- Aumentar a rede de creches, triplicando o número de vagas. Oferecer 160 mil vagas e colocar todas as crianças de 4 e 5 anos na pré-escola.
- Instituir aulas de reforço em todas as escolas municipais, contratar mais professores e investir em qualificação e remuneração.
- Transformar em estatutários todos os 6 mil guardas municipais e aumentar o efetivo.
- Não levar o aterro sanitário para Paciência. Criar um programa de reciclagem de lixo.
- Aproveitar áreas abandonadas ao longo da Avenida Brasil para construir unidades habitacionais.
- Ampliar o PAC das Favelas nos grandes complexos, como Lins e Penha.
- Reprimir as construções ilegais em favelas e proibir a expansão desordenada. "Acabou a era do Ilegal e Daí no Rio de Janeiro".
- Para ter o apoio do candidato derrotado do PRB, Marcelo Crivella, prometeu implementar o Cimento Social.
- Pôr em prática o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, aplicando R$ 50 milhões/ano no financiamento de cem mil casas populares.
- Ampliar o Programa Saúde da Família, que tem cobertura de apenas 7%. Criar 60 consultórios de Saúde da Família, funcionando em três turnos.
- Construir 40 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) 24 horas, retirando das filas dos hospitais 20 mil pessoas/dia. Méier e Madureira ganharão as primeiras UPAs municipais.
- Colocar os postos de saúde abrindo às 6h e fechando às 20h, com plantão permanente de clínicos, pediatras e ginecologias.
- Criar um plano emergencial de combate à dengue, cotratando, logo, 1.850 agentes de saúde.
- Transformar postos de saúde em Clínicas da Família, com pediatria, ginecologia e odontologia.
- Construir o Hospital da Mulher, em Realengo, uma maternidade em Campo Grande, além de reativar a antiga Maternidade Leila Diniz. Recuperar o Hospital da Benefiência Portuguesa. Criar o Hospital do Idoso, na Tijuca.
- Melhorar o HOspital de Acari e o Paulino Werneck (com obras começando em 2009), aumentar o atendimento do Salgado Filho e do PAM do Méier.
- Criar uma Secretaria de Ordem Pública.
- Criar corredores iluminados nas áreas que concentram bares e restaurantes, como a Lapa. A Guarda Municipal combaterá os flanelinhas.
- Recuperar e conservar a pavimentação das ruas.
- Propor à Câmara um novo Plano Diretor.
- Adotar o projeto Cidade Lima, de São Paulo, para limitar a publicidade nas ruas.
- Ordenar e regularizar as áreas em que pode haver camelôs, dar licença e fiscalizar.
- Manter as Apacs, normas que protegem casarões e prédios de interesse cultural.
- Levar saneamento básico a 100% da Zona Oeste.
- Recuperar as praias de Sepetiba e as lagoas da Barra e de Jacarepaguá. Dragar os canais.
- Transformar o Porto e o entorno do Maracanã em áreas turísticas.
- Multiplicar o número de câmeras de vigilância nos principais acessos aos pontos turísticos. Criar um corredor de segurança para o turismo.
- Manter a terceirização da gestão do carnaval, mas com licitação.
- Construir novos abrigos para popuação de rua.
- Criar um calendário cultural, tendo, a cada mês, 12 grandes eventos.
- Captar recursos para despoluir a bacia de Jacarepaguá. - Fonte: Jornal "O Globo", página 12 - 27 de outubro de 2008.
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