Sistemas Cooperativos ou
Sistemas Colaborativos são Sistemas de Informação que fornecem suporte computacional aos indivíduos que tentam resolver um problema em cooperação com outros, sem que todos estejam no mesmo local, ao mesmo tempo.
Com base nas pesquisas realizadas na área denominada, internacionalmente, CSCW (Computer Supported Cooperative Work), ou trabalho cooperativo suportado por computador, foram desenvolvidas diversas ferramentas de software para implantação de Sistemas Cooperativos. Estas ferramentas, denominadas groupware, aplicam conceitos de sistemas distribuídos, comunicação multimídia, ciência da informação e teorias socio-organizacionais.
■ Sistemas de Informação e Sistemas Cooperativos
Sistemas de Informação desempenham papéis fundamentais em qualquer tipo de organização. Dentre estes papéis, podemos destacar o suporte aos processos e operações, apoio à tomada de decisão por funcionários e gerentes de todos os níveis hierárquicos e suporte às estratégias competitivas da empresa. Em quaisquer destes papéis podemos encontrar a necessidade de fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. Os Sistemas de Informação com foco específico no trabalho em equipe dentro das organizações são denominados Sistemas Cooperativos ou Colaborativos.
Diversos autores situam os Sistemas Cooperativos como um tipo específico de Sistema de Informação, dentre os sistemas voltados para o apoio às operações (O'Brien, 2002) . Por outro lado, o crescente uso de redes de computadores, tais como a Internet e as redes locais, tem contribuído para que os conceitos envolvidos nos Sistemas Cooperativos possam ser utilizados também dentro dos outros tipos de sistemas. Como veremos ao longo deste artigo, talvez a caracterização deste tipo de sistema seja transitória, ou seja, vai desaparecer quando a função de trabalho em grupo nas empresas, com uso de computador, for transparente para funcionários e gerentes.
Os sistemas colaborativos permitem a comunicação de idéias, compartilhamento de recursos e coordenação dos esforços de trabalho. Sua meta é permitir o trabalho em conjunto de maneira mais fácil e eficaz, ajudando a: comunicar, coordenar e colaborar.
■ O processo de colaboração
Colaborar é o simples fato de que membros que compartilham determinadas informações possam cooperar entre si com o intuito de produzir ou manipular informações.
O processo de colaboração se inicia em uma comunicação, onde a partir disso passam a ocorrer negociações com o propósito de concluir um determinado "trabalho". Todas as tarefas são gerenciadas por uma "coordenação" que fica responsável pela gestão das tarefas, garantindo que todas sejam cumpridas de forma correta e alcançando os objetivos especificados.
Todas as tarefas são compartilhadas entre os membros e estes passam a comunicar negociar e tomar decisões referentes às tarefas impostas.
Para que se tenha uma colaboração é preciso no mínimo dois membros, onde estes passam a colaborar entre si para realizar uma determinada tarefa.
O papel da Coordenação é fazer com que as tarefas designadas aos membros sejam executadas de forma eficiente e objetiva. Isto faz com que os membros executem suas tarefas de forma plausível e no tempo previsto.
A coordenação é um fator de extrema importância nos sistemas cooperativos, uma vez que sem ela é impossível realizar uma gestão de qualquer tarefa e, como estas tarefas devem ser realizadas, garantindo que os membros não irão realizar tarefas iguais e, que, estes irão realizar as tarefas de forma correta.
Os membros envolvidos na coordenação devem líderes e carismáticos. Estes devem estar conscientes que ficarão responsáveis pelos outros membros e, que o sucesso ou insucesso das tarefas é de sua responsabilidade.
A coordenação surge a partir dos compromissos originados das comunicações realizadas entre os membros.
Colaboração - Ajudar pessoas a trabalhar juntas.
■ Comunicação
A comunicação é a base de qualquer Sistema Cooperativo. Todos os membros que trabalham em processos de colaboração precisam estabelecer uma forma para a troca de mensagens, de forma que as mesmas possam ser repassadas para todos de forma plausível. Caso isto não ocorra, os membros terão dificuldades na finalização das tarefas, gerando vários transtornos, uma vez que algumas tarefas podem exigir negociações ou até mesmo dependências.
Em reuniões em que os membros estejam presentes fisicamente, além das expressões verbais, estes contam com gestos e expressões. Em reuniões virtuais estes elementos são subitamente substituídos por recursos tecnológicos de imagem e som.
Geralmente o objetivo de uma comunicação entre duas ou mais pessoas é de repassar algum tipo de conhecimento. Contudo, as formas de pensar de cada indivíduo podem variar. Isto faz com que cada um tenha uma interpretação diferente em relação às informações obtidas.
A emissora tenta passar a informação ao receptor de forma que este possa entendê-la.
As palavras escritas ou faladas fazem parte do canal de percepção e são responsáveis pela transmissão dos dados.
Existem dois tipos de comunicações medidas pelo computador: assíncrona e síncrona.
■ Cooperação
Cada vez mais, a colaboração a cooperação vêm apontando os benefícios da adoção de práticas educacionais ligadas ao aprendizado colaborativo que, segundo Jaffe (apud Souto et. al., 1999) envolve três princípios importantes: interação, mediação e participação ativa. É importante lembrar, todavia, que o sucesso da aplicação de métodos colaborativos depende da criação de ambientes adequados para a cooperação, sejam eles presenciais ou não (Graves, 1994).
Os estudos na área de Informática têm se concentrado no desenvolvimento de ambientes adequados. Para que esses ambientes obtenham sucesso, é preciso que eles forneçam mais do que apenas ferramentas de comunicação, como e-mail, fóruns de discussão e programas de chat. É necessário prover recursos que possibilitem a organização e a manipulação das mensagens recebidas, de modo que eles possam encontrar conteúdos específicos e redigir mensagens de forma a expressar melhores suas idéias.
Pode-se resumir que a cooperação é a execução de um trabalho qualquer, sendo feito por um grupo de pessoas dentro de espaço virtual que visam chegar a um produto final, que pode ser uma tabela, uma reportagem, um software ou qualquer tipo de artefato digital.
Para realizar o propósito do Modelo 3C, o Groupware deve permitir que duas ou mais pessoas trabalhem juntas, ajudando a compartilhar seus conhecimentos e especialidades, automatizar suas atividades, criar uma memória organizacional, e conectá-las, mesmo através de pontos geográficos e tempos diferentes.
A cooperação é uma ferramenta indispensável para os Sistemas Cooperativos, ou seja sem a colaboração entre os membros os Sistemas Cooperativos não conseguem sobreviver.
Para que a cooperação ocorra é imprescindível haver uma comunicação entre os participantes do grupo. Sendo que esta comunicação deve ser de interesse comum a todos os integrantes.
Para que ocorra um consenso em relação a um determinado assunto, é preciso que tenha uma negociação entre os interessados do grupo. Lembrando que é necessário criar regras para dissolução caso ocorra algum conflito entre os integrantes.
A coordenação ganha cada vez mais espaço com a evolução da informática, uma vez que a coleta e disseminação das informações crescem gradativamente em relação a estes avanços tecnológicos.
A co-relação envolve a execução dos trabalhos, objetivando um produto ou artefato entre os integrantes.
A fase final é o compartilhamento deste artefato.
“Cooperar é acima de tudo um ato social e, portanto requer todos os tipos de interação humana, desde a fala até a linguagem de sinais, passando pela escrita. Cooperar pode ser considerado também um acordo de cavalheiros, onde todos se comprometem a trabalhar para atingir um objetivo concreto comum.”
■ Eficácia dos grupos
Algumas condições para que o trabalho em grupo seja bem sucedido devem ser atendidas. São elas:
- Deve existir um contexto organizacional adequado e consistência de projeto do grupo;
- Desafios, motivação e prêmios oferecidos por conquistas;
- Comprometimento de todos;
- Grupo deve ter autonomia;
- FeedBack deve ser fornecido a todos;
Não se pode deixar o trabalho cair na rotina, e ainda, na composição do grupo, os indivíduos devem possuir qualidades relevantes à realização da tarefa.
Deve-se também observar aspectos de relacionamento humano
- Hierarquia: existir líderes e funções definidas;
- Não cooperação: resistência de componentes do grupo à mudanças;
- Conflitos: devem ser monitorados pelo sistema;
■ Trabalho cooperativo apoiado por computador
A comunicação é necessária para que um grupo de pessoas consiga realizar tarefas interdependentes, com um objetivo como de alinhar e refinar idéias para a obtenção de êxito nas tomadas de decisões. Seguindo esse propósito, nos anos de 1970, houve a necessidade de transformação de aplicações monousuários para aplicações que auxiliam o acesso simultâneo a um grupo de usuários. Isso deu início à área de pesquisa chamada de Automação de Escritório ("Office Automation -- OA").
Ao estudar o trabalho em equipe, surgiu a necessidade de também estudar o comportamento dos grupos ao desempenhar uma atividade. A partir daí, os técnicos da área de informática procuraram se aliar a sociólogos, psicólogos e educadores para buscarem tecnologias mais adequadas ao trabalho cooperativo. Nesse momento, o termo Automação de escritório foi substituído pelo termo CSCW - Computer Supported Cooperavie Work, ou seja, Trabalho Cooperativo Apoiado por Computador.
O termo "Apoiado" refere-se tanto a um acesso bem simples, não coordenado a informações compartilhadas quanto a um modelo complexo, sincronizado de relações e interações internas a um grupo.
O CSCW é algo recente para a Ciência da Computação e áreas afins. Hoje, porém, não existe um consenso sobre se o CSCW é realmente um campo de pesquisa completamente novo ou um leque de atividades com objetivos semelhantes nas disciplinas da Ciência da Computação, das Telecomunicações, do gerenciamento de informação, da sociologia e da teoria organizacional. Hughes et al. (1991), diz que CSCW pode ser visto como uma nova perspectiva, na qual o suporte do computador é planejado e aplicado.
Apesar das pesquisas já realizadas, os resultados ainda não são tão abrangentes. O termo CSCW foi criado oficialmente em 1986, por Greif e Cashman, com o título de uma conferência organizada pela ACM. A partir deste momento, muitos pesquisadores da área estão realizando inúmeros trabalhos, nos quais o enfoque é testar os sistemas já existentes e desenvolver o aperfeiçoamento das técnicas que não estão obtendo a função desejada...
De acordo com Borges et. al. (1995:2), o auxílio ao trabalho cooperativo é algo bem recente, mas apesar disso, as suas aplicações e funcionalidades dentro das organizações estão sendo amplamente estudadas. O enfoque de CSCW é atuar de forma precisa nas mais diversas formas de aproximar as pessoas e até mesmo de troca de informações.
Alguns autores consideram o termo groupware como sinônimo de CSCW. Entretanto, é mais comum designar CSCW com a área de pesquisa do trabalho em grupo e da maneira como computador pode apoiar, enquanto groupware é a tecnologia (software ou hardware) gerada pela pesquisa. Groupware é um termo relativamente novo, tendo sido utilizado pela primeira vez em 1978. As principais definições mais usuais são:
- Processos intencionais de grupo, mais software para suportá-los (Eter and Trudy Johnson-Lenz, 1978);
- Um sistema co-envolvendo homens e ferramentas (Doug Engelbart, 1988);
- Colaboração mediada por computador que aumenta a produtividade ou funcionalidade dos processos entre pessoas (David Coleman, 1922);
Na realidade, não existe uma padronização na área de trabalho cooperativo. Além dos termos CSCW e groupware existem vários outros com sentido semelhante, tais como: Apoio tecnológico para colaboração do trabalho em grupo, computação para trabalho em grupo, computação colaborativa, comunicação media por computador, grupos apoiados por computador, sistemas de apoio à decisão em grupo, comunicação assistida por computador, workhops para o conhecimento, tecnologias interativas flexíveis para tarefas em grupo.
■ Interpretando CSCW
Computer Supported Cooperative Work, ou CSCW, que significa Trabalho Cooperativo Apoiado por Computador. Define o estudo de sistemas baseados em computador que suportam grupos de pessoas engajadas em uma tarefa ou objetivo comum. Não devemos nos deixar confundir com o conceito de Groupware, que nada mais é uma ferramenta que apoie o CSCW, ou seja, uma aplicação desenvolvida em cima de conceitos estudados em CSCW. Podemos encontrar várias interpretações de CSCW, onde seus focos alternam entre o aspecto da equipe, o individual e o cooperativo.
■ O ambiente dinâmico do trabalho
A organização de um trabalho em grupo é desenvolvida de acordo com as mudanças nos relacionamentos dos indivíduos, nos processos de trabalho e modificações do ambiente. As interações em um grupo de trabalho podem ocorrer em quatro dimensões de tempo e espaço:
- Interação síncrona: (ou face-a-face): ocorrem na mesma hora e lugares.
- Interação síncrona distribuída: ocorre ao mesmo tempo, mas em diferentes lugares.
- Interação assíncrona: ocorre em tempos diferentes, mas em um mesmo lugar.
- Interação assíncrona distribuída: ocorre em tempos diferentes e lugares diferentes.
Muitos dos fracassos de softwares projetados para auxiliar grupos não são devidos a problemas técnicos, mas sim em não se considerar fatores sociais e humanos no que tange a interação com esses usuários. O desafio é desenvolver um sistema de groupware que se torne mais fácil de usar e que o usuário não tenha dificuldades de usar. Um exemplo de groupware a ser observado de acordo com esses parâmetros é o TUTOS.
TUTOS é um programa para atender às necessidades organizacionais de pequenos grupos, equipes de trabalho e departamentos. Para atingir esses objetivos, inclui algumas ferramentas baseadas em web, tais como:
- Gerenciador de tarefas
- Gerenciador de projetos ("timeline")
- Gerenciador de documentos
- Gerenciador de instalações
- Correio eletrônico para usuários e grupos
- Um calendário para usuários e grupos (imap/pop)
- Gerenciador de contatos para usuários e grupos
- Bug tracking system
- Repositório de projetos e arquivos
Com este sistema, todos os membros do grupo de trabalho ficarão sempre informados sobre o status de todos os projetos em andamento. Todas as ferramentas foram desenvolvidas com uma consistência tal que proporciona uma interface única para as necessidades do dia a dia de pessoas envolvidas em um projeto.
Siga rigorosamente as instruções de instalação disponíveis no site e na documentação inclusa. Por ser um sistema em PHP, é necessário ter um servidor rodando Apache com suporte a PHP e um banco de dados MySQL, Oracle ou PostgreSQL. O programa pode ser instalado em diversos idiomas, incluindo o português do Brasil.
Nome: Tutos - The Ultimate Team Organization Software Licença: Livre Tamanho: 663 KB Sistema Operacional: Linux Fabricante: Gero Kohnert Língua: Portuguesa Categoria: TI - Produtividade - Trabalho em grupo
FONTE: Revista info: InfoAbril.
Requisitos de groupware
Classificações para groupware
A Classificação de Groupware tem como objetivo buscar uma complexidade de contexto social, organizacional e cultural do Homem. Destacando-se nas seguintes fases:
- Espaço-Tempo;
- Previbilidade;
- Tecnologias Envolvidas no Groupware;
1)Espaço-Tempo: É a 1ª fase da classificação do Groupware e como o próprio nome diz, refere-se ao tempo e espaço, no momento em que as interações estão acontecendo.
Classificação espaço-tempo:
No mesmo lugar:
Interação face-a-face:
- Reunião eletrônica;
- Aplicação de suporte a tomada de decisão em grupo;
Em lugares diferentes:
Interação Assíncrona:
- Videoconferência;
- Teleconferência;
A ponto de vista técnica e social sobre espaço e tempo há uma diferença no aspecto social com relação à diferença entre o físico de pessoas e uma interação num ambiente virtual, mesmo esse encontro sendo em tempo real.
? As tecnologias envolvidas em groupware
Groupware- é uma palavra da língua inglesa que designa as ferramentas computacionais existentes para facilitar a comunicação, colaboração e coordenação de ações de diversas pessoas. Trata-se de uma série de ferramentas que permitem que pessoas trabalhem melhor juntas, o que facilita a integração, possibilita mais criatividade e inovação dentro da empresa, além de também permitir que respostas sejam encontradas rapidamente.
Segundo CRUZ (2002:80), o groupware pode ser considerado como um "Guarda-Chuva", sob o qual estão inúmeras outras tecnologias oriundas da idéia principal de permitir que as pessoas trabalhem em grupo, fazendo com que as atividades que compõem um determinado processo sejam bem- sucedidas.
Por isso, muitos produtos podem ser caracterizados como da família Groupware, mais é preciso saber dividir as aplicações de forma correta.
As tecnologias de groupware podem ser dividas em três grupos, quanto à sua categoria de aplicações:
- aplicações baseadas em comunicação organizacional;
- aplicações baseadas em grandes volumes de dados e transações;
- aplicações baseadas em documentos em formulários;
■ Comunicação de dados
A tecnologia de redes e comunicação de dados propiciou um espantoso aumento no volume de interações entre computadores, em pouco tempo.
Para atender a necessidade de interação e comunicação entre vários usuários, com inúmeros programas rodando, ao mesmo tempo, precisando de comunicação, houve a necessidade de mudança profunda nas tecnologias de redes para que fossem preenchidos todos os requisitos. Com o surgimento de redes mais rápidas, mais conexões entre redes e maior diversidade de serviços disponíveis novas aplicações que vieram para mudar definitivamente a forma como a informação é usada.
De acordo com Borges, et. al, 1995, as novas tecnologias na área de comunicações tendem a viabilizar o acesso aos mais diversos serviços externos através de um simples computador: correio-eletrônico, fax, videoconferências, chamadas telefônicas, entre outros. Assim, novas tecnologias já estão permitindo a transmissão remota de dados juntamente com novas formas de processamento de voz e imagens, viabilizando a realização de conferência à longa distância. Os avanços nesta área tendem a popularizar serviços que ainda são pouco usados por causa das restrições impostas pelos meios de comunicação hoje disponíveis.
Na verdade todos os tipos de tecnologias passando por cabos de fibra ótica estão sendo considerados como os novos meios para esta revolução da era da informação. Novas aplicações se tornam possíveis com o aumento da velocidade das comunicações e com novas tecnologias sendo disponibilizadas, são elas:
ISDN – integrated Serices Digital Networks • ADSL – Asymmetric Digital Subscriber Line • ATM _ Asyncronous Tranfer Mode
■ Banco de dados
Segundo Borges et. tal. 1995, o suporte a um espaço de informações compartilhadas é um dos problemas críticos do trabalho cooperativo tendo em vista os aspectos da cooperação. Um sistema de Banco de Dados (SGBD) fornece os mecanismos necessários para o suporte dos processos da cooperação assumindo não só o papel de repositório de informações para a memória do grupo, mas também o de intermediário no armazenamento de informações compartilhadas pelos diferentes processos.
Basicamente o banco de dados deve oferecer serviços que garantam o acesso eficiente e concorrente às informações, permitam notificação e conhecimento das atividades de outros membros do grupo e realizem o acompanhamento da evolução das atividades e informações do grupo, dentre outros.
Um conjunto básico de característica onde o suporte de Banco de Dados se faz necessário compreende: • controle de concorrência aos objetos utilizados; • controle de versões dos diversos objetos compartilhados; • manutenção da história de uso dos diversos objetos do sistema; • acesso estruturado e não-estruturado aos objetos armazenado; • gerenciamento de informações sobre o grupo e seus membros, incluindo seus privilégios e papéis; • gerenciamento das interações entre os membros. (Borges et.al 1995).
Os objetos comumente compartilhar pelo grupo compreendem os mais variados tipos: texto, som, imagens, vídeo, programas e dados estruturados de diversos formatos. Além disso, deve-se considerar a natureza dinâmica dos processos num ambiente de cooperação que impõe novos requisitos tratamento e armazenamento destes objetos. Dessa forma, um texto pode estar sofrendo alterações por vários autores. O fato destas ações se darem síncrona ou assincronamente também traz importantes implicações quanto aos requisitos de suporte do banco de dados.
Sob o ponto de vista das transações que atuam sob o Banco de Dados, os ambientes multiusuários das aplicações de groupware é caracterizado por (Kim, 1995): longa duração - as atividades de acesso podem durar de minutos até horas; controle interativo onde os usuários escolhem suas ações ao longo de suas atividades; compartilhamento dinâmico onde os usuários compartilham resultados parciais de suas atividades enquanto estas ainda em andamento.
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